Imagens mostram como o fumo afeta os bebês durante a gestação

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Doenças congênitas, prematuridade, baixo peso ao nascer, menor capacidade pulmonar e aumento do risco de transtorno de déficit de atenção estão entre os principais danos que o hábito de fumar durante a gravidez pode causar ao bebê – e têm sido demonstrados em diversos estudos sobre os impactos do cigarro na saúde. Agora, um recente trabalho das universidades de Durham e Lancaster, ambas no Reino Unido, publicado em março de 2015 no periódico científico Acta Paediatrica, acrescenta mais um efeito nocivo a essa extensa lista de problemas relacionados ao tabagismo na gestação.

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Os pesquisadores analisaram 80 ecografias 4D (a ultrassonografia em quatro dimensões) de 20 fetos que foram submetidos aos exames de imagem entre a 24ª e a 36ª semana de gestação. Quatro deles tinham mães que fumavam, em média, 14 cigarros por dia. Já os outros 16 bebês nunca haviam tido contato com a droga.

Os resultados da investigação intrigaram os cientistas: os bebês de mães fumantes tocavam o próprio rosto uma quantidade de vezes muito maior quando comparados aos filhotes de gestantes que nunca fumaram – mesmo nos períodos finais da gestação, quando essas reações deveriam ser menos frequentes. Constataram, portanto, que o cigarro provoca um impacto nos movimentos dos pequenos dentro do útero, assim como outras pesquisas sobre os efeitos do estresse e da depressão na gravidez já haviam apontado.

Uma possível explicação para isso, segundo os autores da pesquisa, é de que a constituição do sistema nervoso central dos bebês expostos ao fumo aconteceria em um ritmo muito mais lento e de uma maneira diferente. “Esses resultados apontam para o fato de que o contato com a nicotina, por si só, exerce um efeito sobre o desenvolvimento fetal muito maior do que o estresse e a depressão”, avalia Nadia Reissland, líder do estudo inglês.

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De acordo com os pesquisadores, contudo, investigações mais aprofundadas são necessárias. “Precisamos de um estudo maior para confirmar esses resultados e averiguar efeitos específicos sobre o feto, incluindo a interação do estresse com o cigarro”, pondera Reissland. De um jeito ou de outro, uma coisa a ciência não precisa mais provar: ficar longe do cigarro, principalmente quando se está gerando um filho, só traz benefícios.

Fonte: MdeMulher

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