Síndrome de Down. Um indivíduo normal, que precisa de alguns cuidados a mais.

DOWN-SINDROME

Quando se fala em Down, muitas perguntas surgem na sua cabeça. A Síndrome de Down tem cura? Quem possui a síndrome, pode estudar, namorar ou ter filhos?

Atualmente, essa é uma condição de saúde que atinge 270 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.  Mas essas pessoas ainda têm que enfrentar o preconceito e as dúvidas sobre sua capacidade.

A Síndrome de Down não é doença. Ela é uma alteração genética onde o indivíduo possui três cromossomos 21 ao invés de dois. Os indivíduos que não possuem a síndrome têm 46 cromossomos em suas células e as com Síndrome de Down, 47. Este cromossomo a mais nas células é responsável por características físicas próprias e também pela maior prevalência de certos problemas de saúde.

O nome da síndrome é uma referência ao médico britânico John Haydon Langdon Down (1828-1896), o primeiro a escrever sobre ela.

A pessoa com Síndrome de Down tem um risco maior de sofrer cardiopatias congênitas, malformações em órgãos internos, hipotireoidismo, alguns tipos de leucemia, doença celíaca, surdez e alterações oculares. Além de alterações em ossos do pescoço que podem levar a uma fragilidade nessa região.

Desde o nascimento, o bebê com Síndrome de Down precisa de mais cuidados do que um recém-nascido sem a condição. Ela precisa ter o acompanhamento de uma série de especialistas. Pediatras, fisioterapeutas para estimular a parte motora, fonoaudiólogos, para a musculatura facial e desenvolvimento da fala, bem como um terapeuta ocupacional e outros especialistas. Mas engana-se quem julga o indivíduo como deficiente.

 

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Como viver bem?

Quando os cuidados de saúde com são bem administrados, com atenção aos problemas mais frequentes e programas de estimulação precoce aos bebés, a possibilidade de uma vida com oportunidades, incluindo escola, trabalho e lazer, dão a possibilidade dessas crianças apresentarem um desenvolvimento que surpreendente.

Os custos que envolvem cuidar da criança com Síndrome de Down são superiores ao de outras crianças, pela necessidade da consulta com diferentes especialistas. Mas o SUS (Sistema Único de Saúde), entidades filantrópicas como a Apae e planos de saúde oferecem atendimento específico — basta os pais procurarem.

O Ministério da Saúde criou uma cartilha exclusiva para quem tem Síndrome de Down, com ajuda de jovens que vivem com a síndrome.

Exemplos de indivíduos que vivem bem com a condição de saúde vêm surgindo ao longo dos anos, simultaneamente ao consenso de que os portadores devem viver em sociedade, não confinados.

Débora de Araújo Seabra de Moura, 32, tornou-se a primeira professora com Síndrome de Down no Brasil, segundo a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte. Ela é professora auxiliar de desenvolvimento infantil há nove anos e sempre estudou em escolas convencionais.

O ator Ariel Goldenberg, que atuou no filme brasileiro “Colegas”, diz que a síndrome não o impede de fazer nada. O filme conta a história de três jovens com Síndrome de Down apaixonados por cinema e que um dia, inspirados por um filme, fogem no automóvel do jardineiro do instituto em que vivem.

Já o fotógrafo britânico Oliver Hellowell, 18, tem Síndrome de Down e quase 50 mil fãs no Facebook, onde posta suas fotos. Estimulado pelos pais a ativar sua criatividade, ele se empolgou com a fotografia e, a partir da repercussão de seu trabalho nas redes sociais, ele diz que seguirá nessa profissão.

 

Uma vida normal

Os cuidados com a saúde, aliados à possibilidade de interação com a sociedade, ampliam as chances de o portador da síndrome viver de forma mais independente. O primeiro passo deve começar pela família, que precisa evitar infantilizar o Down dentro e fora de casa. Por ter um retardo mental e sexual natural, é comum que eles sejam tratados como crianças. Um erro, na avaliação da pediatra.

Os cuidados com a saúde, junto com a interação do indivíduo com a sociedade, aumentam a chance dele viver de forma mais independente. Mas tudo começa com a família que deve deixar de infantilizar o Down, dentro e fora de casa. É muito comum que eles sejam tratados como crianças, mesmo em idade adulta, por possuírem um desenvolvimento sexual e mental diferente do restante da população. Mas isso é um erro grave que prejudica o amadurecimento do indivíduo. É necessário dar a oportunidade a eles de enfrentar a consequência, escolher e correr riscos. Errar é parte do aprendizado.

Esse tipo de tratamento perpetua outros mitos em relação aos portadores, de que eles não podem estudar em escolas consideradas ‘normais’, trabalhar e ter relacionamentos amorosos.

As crianças com Síndrome de Down devem fazer o ensino regular para receberem o estímulo da convivência com crianças sem atraso de desenvolvimento e, da mesma forma, seria ideal que frequentassem alguma atividade pedagógica especializada voltada para suas demandas específicas“, diz Tatiana Almeida, da Apae.

Videos-two-down-syndrome-coupleAlém do estudo, é indicado que eles trabalhem ao atingir a maioridade. Uma vez treinados e observados em seu ambiente de trabalho, os portadores da síndrome podem realizar funções de acordo com sua capacidade individual. Não há nenhum impedimento físico ou mental para o trabalho.

Quanto à capacidade de se relacionar com outras pessoas e até mesmo fazer sexo é bom dizer que é uma condição viável, desde que seja mostrado de forma natural da condição humana.

Adolescentes com Down também sentem desejo, a educação sexual desse jovem precisa ser mais clara. É necessário ensiná-los a ter uma etiqueta social, para que não haja falta de limites ou má interpretação nos relacionamentos. Isso é tão possível que hoje você vê jovens com Down que se casam e tem filhos.

Podem ter filhos?

A fertilidade na Síndrome de Down ainda é estudada, mas sabe-se que as mulheres podem ter filhos, embora sejam menos férteis do que as mulheres que não têm a síndrome. Já os homens com Down, em sua grande maioria, são considerados estéreis.

 

Fonte: UOL

 

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