Mulheres fumantes devem evitar o uso de anticoncepcionais

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O uso contínuo de contraceptivos orais devem ser evitados por mulheres fumantes, pois aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (derrame) e trombose. Aliada a fatores de risco como sedentarismo, hipertensão arterial e diabetes, a combinação entre tabaco e tais pílulas pode ser fatal.

Segundo a cardiologista Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Instituto Dante Pazzanese e chefe do Serviço do Centro Cirúrgico do HCor (Hospital do Coração), a quantidade de hormônios das pílulas, principalmente o estrogênio, junto com os agentes químicos do cigarro, aumenta a probabilidade de formação de coágulos nas artérias e veias. O processo pode culminar na interrupção do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco e ocasionar um infarto.  “É preciso manter um equilíbrio de estrogênio no organismo. Em doses elevadas, ele aumenta a viscosidade do sangue. Antigamente, no início dos anos 90, os anticoncepcionais vinham com cerca de 50 microgramas de estrogênio, valor muito elevado. Agora, grande parte dos remédios está com 15 microgramas. Houve redução, mas ainda é preciso ficar atento e sempre consultar um médico, pois ainda há opções com valores altos”.

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que as tabagistas com mais de 35 anos não recorram a esse método contraceptivo, mas mulheres mais jovens também devem se precaver. De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite (inflamação de veia causada por sangue coagulado) em mulheres jovens fumantes que usam anticoncepcionais orais chega a ser dez vezes maior que para as que não fumam e usam esse método de controle da natalidade.

Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres acima dessa idade. “A probabilidade de mulheres fumantes terem algum problema cardiovascular devido ao uso da pílula é enorme. Portanto, mulheres que fumam não devem usar. Ou param de fumar ou procuram outros métodos contraceptivos, como o DIU (dispositivo intrauterino)”, alerta Arrais.

Além disso, o uso de anticoncepcionais também aumenta de duas a três vezes o risco de a mulher desenvolver hipertensão arterial. A recomendação nesses casos é que a pressão seja verificada pelo menos uma vez a cada seis meses enquanto durar o uso da pílula. Ao detectar elevação, o médico deverá ser contatado para mudança no tipo de contraceptivo prescrito.

Diane 35

No final de janeiro, a França suspendeu a comercialização da pílula anticoncepcional Diane 35, do laboratório Bayer, e seus genéricos. O medicamento, que também é utilizado no tratamento para acnes, está ligado à morte de quatro pessoas por trombose.

No Brasil, o medicamento ainda é vendido. A ANVISA informou por meio de nota que “está acompanhando o caso para avaliar quais medidas devem ser tomadas e que a bula do medicamento já traz alertas referentes ao risco de trombose arterial ou venosa por conta do uso do produto”.

Fonte: Coração Alerta

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